Cicatrizes e Quelóides

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Nosso organismo é freqüentemente lesado por agentes agressores. Traumatismos mais ou menos graves, desencadeados de diferentes maneiras, destroem zonas do corpo, que a partir desse momento necessitam reparação.

A pele, sendo a região mais periférica e superficial, é a mais freqüentemente lesada. Como envoltório de estruturas internamente situadas, ela apresenta uma resistência maior que os órgãos envolvidos.

Denomina-se cicatrização ao fenômeno pelo qual o organismo tende a reparar uma porção lesada. Se um agente agressor causa um dano em um local, imediatamente ocorre uma série de fenômenos que visam à reorganização daquela zona e desenvolvem-se numa mesma ordem, com o objetivo de reparação.

O amadurecimento da cicatriz e variáveis, após o 3o dia de lesão, inicia-se na zona lesada, um depósito de colágeno, que é uma substância, que permite uma união fibrosa entre as duas superfícies da ferida. Durante as próximas duas semanas a multiplicação das células epiteliais e o acúmulo de colágeno permitem uma aderência cada vez mais resistente à zona lesada.

A cor avermelhada da cicatriz até agora evidente começa a empalidecer e tornar-se esbranquiçada, pois ocorre uma diminuição na quantidade de capilares regionais. No final do primeiro mês, após a lesão, a cicatriz existente na zona traumatizada está recoberta por uma camada de tecido epitelial integral.

Na realidade, o processo completo de cicatrização dura mais alguns meses (mais de seis) para completar-se. Durante este tempo, ocorre o amadurecimento da cicatriz que se caracteriza por clareamento e alargamento. É importante salientar que todo este processo de cicatrização tem variáveis individuais, que dependem de fatores genéticos e ambientais.

Quelóide é a proliferação fibrosa, pós-traumática da pele. Resulta, às vezes, de traumatismo mínimo, porém ocorrem comumente após queimadura, excisão cirúrgica, ferimento, vacina e acne. Há predisposição individual para o aparecimento do quelóides e, eventualmente, tendência familiar.

Os negros e mestiços são particularmente predispostos, apresentando caracteristicamente quelóides na região pré-esternal. O tratamento utilizado pode ser neve carbônica, radioterapia, placa de silicone, aplicações intralesionais, Aldara e Laser.

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Scars and keloids

Our body is frequently injured by aggressor agents. Some serious traumas triggered in different ways destroy parts of the body which from that time need to be repaired. The skin as the most peripheral and superficial is the most frequently injured. As covering of structures located internally, it presents a greater resistance than the organs involved.

The phenomenon which the body tends to repair a damaged portion is called healing. If an aggressor agent causes an injury in some area, there is immediately a series of phenomena that aim to reorganize that area and develop it in the same order to repair it.

The maturation of the scar and its variable starts on the injured area a deposit of collagen after 3rd day of injury. Collagen is a substance that allows a fibrous union between the two surfaces of the wound. During the next two weeks the proliferation of epithelial cells and accumulation of collagen allow an adherence to an increasingly resistant to the injured area.

The reddish color of the scar begins to clear by now, become pale and white because there is a decrease in the amount of regional capillaries. At the end of the first month after injury, the scar which is in the traumatized area is covered by a layer of integral epithelial tissue.

In fact the entire process of healing takes a few months (more than six) to be completed. During this time the maturation of the scar happens by bleaching and enlargement. Note that this whole healing process has individual variables which depend on genetic and environmental factors.

Keloid is a fibrous proliferation, post-traumatic skin. It results sometimes from minimum of trauma but usually occur after burns, surgical excision, wound, acne and vaccine. There are individual predisposition to the appearance of keloids and occasionally a family history.

Blacks and mestizos are particularly susceptible showing characteristically keloids in pre-sternal region. The treatment can be carbonic snow, radiotherapy, silicone plate, intralesional applications, Aldara and Laser.