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Cabelos

Alopecia androgenética (calvície)

 Se você sente que os cabelos estão ficando cada vez mais ralos na parte superior da cabeça e é possível ver o couro cabeludo onde não via antes, existe a possibilidade de ser alopécia androgenética.

A calvície é tolerada por alguns, mas para outros, pode gerar uma série de problemas quanto à aceitação pessoal e social, com queda da auto-estima.

Com o avanço da medicina e as novas opções terapêuticas, houve um aumento no interesse pela busca de alguma solução.

O que é?

A alopécia androgenética é uma condição hereditária dependente de andrógenos (hormônios), que leva a um afinamento progressivo dos fios de cabelo na parte superior do couro cabeludo. É multifatorial, e envolve fatores de ordem genética e hormonal. Nesta afecção, a di-hidrotestosterona (DHT) age sobre receptores do folículo piloso promovendo uma redução progressiva do fio a cada ciclo de vida. Com o tempo, eles vão se miniaturizando e alguns, deixam de existir.

O nível hormonal está normal na maioria dos casos, a alteração está no aumento da conversão da testosterona para a DHT e na variação da sensibilidade e/ou densidade dos receptores do bulbo capilar.

É comum?

Sim, até 80% dos homens e 50% das mulheres apresentam evidência de calvície aos 70 anos de idade. Como é uma patologia dependente de hormônios, os sinais clínicos aparecem após a puberdade/adolescência, com a idade de início variando de acordo com cada caso. Geralmente inicia-se nos homens a partir de 17 anos e nas mulheres a partir de 25-30 anos. A frequência e a gravidade aumentam com a idade.

Qual a diferença no homem e na mulher?

No homem vê-se mais nitidamente as entradas e áreas falhas, poupando a parte posterior (próximo a nuca) e lateral (próximo às orelhas). Na mulher, ocorre uma rarefação difusa na parte superior, vista na linha média do couro cabeludo quando parte o cabelo ao meio.

A velocidade de progressão e as variações de padrão são determinadas geneticamente.

Como fazer o diagnóstico?

Além da história familiar, é importante o exame físico e neste, contamos com a ajuda de aparelhos para avaliar a variabilidade na espessura do fio, como o fotofinder e o dermatoscópio. Na alopecia androgenética existem mais de 20% de fios em processo de afinamento. Deve-se diferenciar a calvície de outras causas transitórias de queda de cabelo e de algumas doenças capilares.

Existem fatores que pioram?

Sim, tudo que gere inflamação do couro cabeludo e/ou aumente a queda pode acelerar o processo da calvície. Como a dermatite seborreica (caspa), oleosidade, eflúvio telógeno (queda de fios por dieta, anemia, problemas de tireoide, estresse, medicamentos, pós parto, entre outras). Esses fatores devem ser tratados.  

Existe tratamento?

Sim, é possível parar esse ciclo de afinamento e impedir que a doença avance, além de melhorar a espessura dos fios que já afinaram. De acordo com cada caso, existem medicamentos orais e tópicos a serem usados. Lembrando que os cuidados devem ser contínuos, pois, se o tratamento for suspenso, o processo de miniaturização volta a acontecer.

Como adjuvante, pode ser realizado o tratamento com intradermoterapia capilar, drug-delivery com laser fracionado ou microagulhamento, a LLLT (Low level light therapy) e o MMP (Microinfusão de medicamentos na pele). Nos casos mais avançados, existe o transplante capilar.

É importante iniciar o tratamento aos primeiros sinais para melhor resposta terapêutica. 

Eflúvio telógeno (queda de cabelo)

Perceber que os fios estão caindo em grande quantidade pode ser desesperador. Este problema pode ter várias causas e por isto, deve ser investigado. O eflúvio telógeno é o diagnóstico mais comum nas queixas de queda difusa do cabelo.

O que é o Eflúvio telógeno?

É um aumento do número de fios que estão em fase de queda.

Normalmente, 10-15% dos nossos fios encontram-se nesta fase (chamada de telógena), gerando uma queda de até 100 fios por dia. Nossos fios crescem 1cm por mês e tem um ciclo de vida de aproximadamente 5 anos, e quando caem, são substituídos por novos fios que irão viver por este período antes de caírem novamente.

No eflúvio telógeno, a porcentagem de fios que estão em fase de queda sobe para 30% ou mais, gerando uma queda intensa. Isto ocorre por diversos fatores que fazem com que o ciclo de vida do fio se encerre mais cedo. Quando os fios morrem, levam em torno de 3 meses para cair. Portando, quando notamos uma queda, devemos pensar nos últimos meses para buscar a causa.

Quais são as causas?

Podem ser várias as causas que determinam o surgimento do eflúvio telógeno, como:

o    Alterações hormonais (período pós parto, início ou interrupção no uso de anticoncepcionais ou reposição hormonalproblemas da tireoide);

o    Doenças ou traumas físicos (febre alta, infecções, cirurgias);

o    Doenças ou traumas psicológicos (stress, choque emocional);

o    Alterações nutricionais (bulimiaanorexia, dietas restritivas, deficiências nutricionais);

o    Uso de alguns medicamentos;

o    Doenças crônicas (anemia, lúpus, problemas renais ou hepáticos);

Acredita-se que diante de casos de grande stress físico ou psicológico, o corpo concentra todo o esforço possível na sua recuperação e poupa recursos em algumas atividades “menos importantes”, como o crescimento do cabelo.

Amamentação gera queda?

Muitas mulheres percebem o problema durante o período em que estão amamentando, e acreditam que essa possa ser a causa, mas amamentar não faz o cabelo cair. O que acontece é que existe esse período de alguns meses entre a ocorrência da causa e a queda dos fios. O que causa a queda de cabelo pós parto é a flutuação hormonal comum do final da gravidez, e não a amamentação em si. Porém, neste período a sua alimentação deve ser rica e nutritiva, pois o seu corpo, além de se recuperar da gravidez, está produzindo leite para o bebê (deficiências nutricionais podem sim gerar queda).

Qual o tratamento?

O tratamento consiste na correção das causas e controle de doenças associadas. Dietas ricas em proteínas e certas vitaminas vão ajudar. O dermatologista também pode indicar medicamentos para serem aplicados diretamente no couro cabeludo, ou por via oral, visando controlar o processo e estimular o crescimento de novos fios. Também podem ser realizadas sessões de intradermoterapia, LLLT (low level light therapy), MMP e laser com drug delivery. O tratamento é indicado de acordo com o caso clínico e as causas detectadas.

Felizmente, é reversível e não progride para a calvície mas podem levar meses até a recuperação total, dependendo do comprimento do cabelo, da velocidade de crescimento dos fios e do tempo que se leva até sanar completamente a causa da queda.

Alopecia Areata

É uma afecção caracterizada pela perda brusca e completa de pelos em uma ou mais áreas do couro cabeludo, podendo afetar também outras regiões como a barba e as sobrancelhas. Não é contagiosa.

A causa não está bem estabelecida, mas acredita-se que uma pré-disposição genética desencadeie uma reação autoimune com inativação dos pelos. Os fatores emocionais podem atuar como desencadeantes ou agravantes da doença, o que também pode ser observado após traumas físicos.

A alopecia areata gera placas sem fios de cabelo, de pele lisa e brilhante, geralmente arredondadas, com 1 a 5 cm de diâmetro. A extensão da perda de cabelo varia. Em alguns casos, é apenas uma lesão única. Em outros, a perda de cabelo pode ser maior e em vários locais. Em algumas pessoas, o cabelo cresce de novo, mas cai novamente mais tarde. Em outras, o cabelo volta a crescer e não cai mais. Cada caso é único. Há casos raros, em que o paciente perde todo o cabelo da cabeça, alopecia areata total; ou caem os pelos de todo o corpo, alopecia areata universal. Mesmo que perca todo o cabelo, há chance de que ele cresça novamente

Embora o índice de recorrência seja alto, a doença seja imprevisível e o prognóstico variável, este é favorável na maioria dos casos. O tratamento é muito importante no controle da doença e pode ser realizado com medicamentos tópicos, orais ou injetáveis.