Segundo o INCA, o câncer de mama representa 29,7% dos cânceres que acometem as mulheres, registrando cerca de 66.000 novos casos somente em 2020. Por isso, o diagnóstico precoce é tão importante no combate à doença. Se descoberta no início, a chance de cura pode chegar a 83%.

A realização anual da mamografia para mulheres a partir de 40 anos é muito importante para que a doença seja diagnosticada precocemente. Mulheres com histórico de câncer na família devem iniciar a realização do exame 10 anos antes da idade que a parente tinha ao detectar o tumor.

Antes dessa idade, elas devem solicitar ao mastologista a realização do exame clínico das mamas.

Mas afinal, o que é uma biópsia de mama e qual a sua finalidade?

A biópsia é um exame que consiste na retirada de um pequeno nódulo suspeito, em qualquer parte do corpo, para realizar uma análise laboratorial. É um exame diagnóstico cujo objetivo é saber se nessa amostra há presença de câncer ou não.

Normalmente, é um exame simples que pode ser realizado em consultório médico, porém em alguns tipos de biópsia é necessário que seja feita uma cirurgia.

A biópsia do linfonodo sentinela auxilia no diagnóstico do câncer de melanoma e o de mama. Os linfonodos são mapeados pelo cirurgião, o que o permite saber quais gânglios linfáticos serão removidos durante o procedimento. O mastologista pode pedir esse exame quando está com suspeita de alguma doença após analisar a mamografia realizada pela paciente.

Conheça os procedimentos para a realização da biópsia de mama.

  • Pré-requisitos

Normalmente, não há pré-requisitos para realizar o exame de biópsia. Apenas uma solicitação específica do médico para o laboratório

  • Preparo da biópsia

O preparo do exame é passado durante o agendamento, pois as exigências variam de acordo com o tipo de biópsia que será feita.

  • Contraindicações

As contraindicações para o exame incluem: anemia, peritonite, ascite volumosa, obstruções biliares graves e derrame ou infecção subfrênica ou pleural à direita.

  • Tempo de duração

O procedimento geralmente é rápido e indolor, sem ser necessário ficar internado para realizar o exame.

  • Periodicidade do exame

A periodicidade do exame é definida por um médico especialista, pois pode ser usada tanto para diagnosticar uma doença quanto para acompanhar a evolução de alguma complicação existente.

Este conteúdo é muito informativo. Por isso, recomendamos que você continue a leitura, pois tem muitas coisas interessantes para saber a respeito da biópsia de mama.

O que os resultados da biópsia de mama podem revelar?

Com o diagnóstico em mãos, o mastologista terá informações sobre o tamanho, tipo e grau do tumor.

Com a biópsia, é possível saber também qual é o tipo do câncer, seu local de surgimento e de que forma ele se desenvolveu.

Ele pode ser:

– Carcinoma Ductal In Situ: afeta os dutos da mama, que são os canais que levam o leite. Esse tipo de câncer de mama não atinge outros tecidos.

– Carcinoma Ductal Invasivo: caracteriza-se por iniciar-se nos dutos de leite, rompendo esses ductos e se desenvolvendo nos tecidos próximos. Esse câncer pode crescer localmente ou atingir outros órgãos do corpo, sendo conduzido através de veias e/ou vasos linfáticos.

– Carcinoma Lobular In Situ: é originário nos lóbulos da mama (glândulas produtoras de leite) e não atinge outros tecidos adjacentes, não rompendo suas paredes. Pode ser multifocal, quando há outros focos dentro da mesma mama. Atualmente o carcinoma lobular in situ é considerado mais como uma lesão pré-neoplásica.

– Carcinoma Lobular Invasivo: nasce também nos lóbulos mamários, podendo atingir outros tecidos. Nesse caso, o tumor também pode se desenvolver localmente ou atingir outros órgãos. Possui receptores de estrogênio e progesterona em suas células, mas não expressa a proteína HER2. É o segundo tipo de câncer de mama mais incidente.

O diagnóstico precoce é fundamental para aumentar as chances de cura.

Você sabia que, se o câncer de mama for descoberto no início, as chances de um paciente sobreviver ao menos cinco anos após o diagnóstico é de 83%?

Se o diagnóstico acontece já em nível três, a probabilidade de sobrevivência cai para 43%. No último nível, chega a apenas 7,9%.

Por isso, a biópsia de mama é fundamental na detecção precoce da doença.

Como é feito o tratamento do câncer de mama?

O tratamento é feito considerando os quatro estágios da doença.

Tratamento local: cirurgia e radioterapia (além de reconstrução mamária).

Tratamento sistêmico: quimioterapia, hormonioterapia e terapia biológica.

  • Estágios I e II

A conduta habitual consiste de cirurgia, que pode ser conservadora, com retirada apenas do tumor 2; ou mastectomia, com retirada da mama e reconstrução mamária. A avaliação dos linfonodos axilares tem função predominantemente prognóstica 3;

  • Estágio III

Pacientes com tumores maiores, porém ainda localizados, enquadram-se no estádio III. Nessa situação, o tratamento sistêmico (na maioria das vezes, com quimioterapia) é a modalidade terapêutica inicial 6. Após resposta adequada, segue-se com o tratamento local (cirurgia e radioterapia);

  • Estágio IV

Nesse estádio, é fundamental que a decisão terapêutica busque o equilíbrio entre a resposta tumoral e o possível prolongamento da sobrevida, levando-se em consideração os potenciais efeitos colaterais decorrentes do tratamento. A modalidade principal nesse estádio é sistêmica, sendo o tratamento local reservado para indicações restritas.

Tem dúvidas sobre a biópsia de mama?

Confira as mais comuns.

A biópsia provoca dor?

Não. A mulher não sente dor enquanto o procedimento é realizado, pois é administrada anestesia local antes do exame. No entanto, apesar da biópsia não ser dolorosa, trata-se de um exame invasivo que provoca desconforto e que é tolerado de forma bastante diferente de mulher para mulher.

Qual a indicação correta para a realização de uma biópsia?

Quando algum exame apresenta anormalidades, é necessário realizar uma biópsia para diagnosticar possíveis doenças.

Como entender o resultado do exame de biópsia da mama?

O resultado do exame deve ser interpretado somente pelo médico que solicitou e pode indicar ausência de células cancerígenas (nódulo benigno) ou presença de células cancerígenas ou tumorais (nódulo maligno).

Fontes: Femama, Laboratório Exame, INCA.

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