Elas têm tratamento.

Coceira, vermelhidão, descamação e mau cheiro. Estes são alguns dos sintomas mais comuns das indesejadas micoses, problema de pele muito comum que acomete crianças e adultos com bastante frequência.

As micoses cutâneas são infecções fúngicas localizadas nas camadas superficiais da pele e seus anexos e podem ser causadas por dermatófitos, leveduras ou fungos filamentosos não dermatófitos.

Estudos epidemiológicos indicam que as micoses cutâneas estão entre as doenças de maior incidência no mundo, acometendo todas as faixas etárias.

As micoses cutâneas variam quanto às formas clínicas e agentes causadores: dermatófitos (80 a 90%), seguidos pelas leveduras (5 a 17%) e fungos filamentosos não dermatófitos (3 a 12%).

Você sabia que as infecções por dermatófitos afetam aproximadamente 40% da população mundial e representam 30% de todas as infecções micóticas cutâneas, sendo mais comuns as que comprometem pele e unhas?

Saiba mais lendo este conteúdo!

Principais tipos de micose e sintomas:

Pitiríase versicolor: apresenta-se clinicamente como manchas brancas, descamativas, que podem estar agrupadas ou isoladas. Normalmente surgem na parte superior dos braços, tronco, pescoço e rosto. Ocasionalmente, podem se apresentar como manchas escuras ou avermelhadas, daí o nome versicolor.

Tinhas: manifestam-se como manchas vermelhas de superfície escamosa, crescem de dentro para fora, com bordas bem delimitadas, apresentando pequenas bolhas e crostas. O principal sintoma é coceira.

Candidíase: pode se manifestar de diversas formas, como placas esbranquiçadas na mucosa oral, comum em recém-nascidos (”sapinho”); lesões fissuradas no canto da boca (queilite angular) mais comum no idoso; placas vermelhas e fissuras localizadas nas dobras naturais (inframamária, axilar e inguinal), ou envolver a região genital feminina (vaginite) ou masculina (balanite), provocando coceira, manchas vermelhas e secreção vaginal esbranquiçada.

Onicomicoses: infecção causada por fungos que se alimentam da queratina, proteína que forma a maior parte das unhas, fazendo com que elas se descolem do leito e se tornem mais espessas. Pode também haver mudança na coloração e na forma.

Causas e fatores de risco da micose:

  • Predisposição genética;
  • Calor e umidade;
  • Calçados apertados;
  • Má higienização nos utensílios de manicure;
  • Passar muito tempo com roupa de banho molhada;
  • Andar descalço na praia ou na piscina;
  • Baixa imunidade;
  • Diabetes;
  • Obesidade (as dobras de gordura favorecem a multiplicação dos fungos na pele);
  • Estresse.

Conheça os tratamentos mais indicados.

A escolha do tratamento é feito pelo dermatologista de acordo com o tipo e o local da micose.

Pomadas: são as mais indicadas pelos dermatologistas para tratar as micoses de pele, seja na virilha, candidíase ou pano branco. O tratamento normalmente é feito por uma a quatro semanas e o medicamento é determinado pelo dermatologista dependendo do tipo da lesão que a pessoa apresenta. As pomadas normalmente indicadas pelos dermatologistas são aquelas que contêm Cetoconazol, Miconazol ou Terbinafina.

Soluções ou loções: devem conter princípios ativos capazes de eliminar o fungo, como ciclopirox, miconazol, fluconazol e cetoconazol. As soluções podem ser utilizadas tanto para o tratamento de micoses de pele quanto micoses do couro cabelo quando não encontradas na forma de shampoo. O fungirox é um antifúngico que pode ser utilizado tanto na forma de soluções quanto na forma de esmalte, sendo indicado pelo dermatologista dependendo do tipo e localização da lesão.

Esmaltes: são utilizados para tratar as micoses de unha e os mais indicados pelos dermatologistas são o Fungirox e a Micolamina, que é um antifúngico capaz de impedir o mecanismo de ação do fungo e alterar sua estrutura.

Medicamentos orais: normalmente os comprimidos são indicados pelo dermatologista quando a micose de pele é muito extensa e o tratamento com pomadas ou soluções não é tão eficaz. Na maioria das vezes, o dermatologista indica o uso de Fluconazol 150 mg ou Terbinafina 250 mg, por exemplo.

Qual a duração do tratamento?

O tratamento geralmente dura cerca de 30 a 60 dias e, por isso, é muito importante continuar o tratamento pelo tempo indicado pelo médico, mesmo com o desaparecimento dos sintomas, porque se houver a interrupção do tratamento, é comum os sintomas voltarem, pois não foi feita a eliminação completa do fungo.

Evite a automedicação.

Os remédios para micose devem ser prescritos sempre por um dermatologista.

Os medicamentos mais utilizados são encontrados na forma depomada, shampoo, spray ou loção, para facilitar a sua aplicação.

De acordo com a orientação do especialista, eles podem ser aplicados na região afetada durante três ou quatro semanas para garantir a eliminação do fungo. Porém, nos casos de micose na pele ou na unha, a recomendação normalmente é utilizar duas a três vezes por dia, e em outros casos, como micose no couro cabeludo, de duas a três vezes por semana.

Na dúvida, consulte seu dermatologista.

Como saber se o tratamento está surtindo efeito?

Sinais de melhora:

Os sinais de melhora da micose na pele incluem o desaparecimento das lesões arrendondadas, avermelhadas ou esbranquiçadas na pele e a diminuição da coceira e, no caso de micose de unha, o desaparecimento da cor amarelada ou branca da unha e o seu crescimento.

Sinais de piora:

Os sinais de piora da micose na pele surgem quando o tratamento não é feito ou é feito de forma incorreta e incluem o aumento do tamanho da lesão na pele, assim como da vermelhidão e coceira. No caso de micose de unha, os sinais de piora podem ser o fato da unha ficar deformada ou de outras unhas ficarem infectadas.

É possível curar a micose definitivamente.

A micose é uma doença de pele que tem cura, pois é provocada por fungos que podem ser completamente eliminados com o uso dos remédios antifúngicos adequados como Isoconazol, Cetoconazol ou Miconazol. No entanto, é importante ter alguns cuidados de higiene simples para evitar uma nova infecção pelo fungo.

Como evitar que a micose volte a surgir?

Após fazer o tratamento para micose, o fungo é eliminado e a doença curada. Porém, é necessário ter alguns cuidados de higiene para evitar que ocorra nova infecção.

  • Use somente o próprio material ao ir à manicure;
  • Seque-se sempre muito bem após o banho, principalmente nas dobras, como as axilas, as virilhas e os dedos dos pés;
  • Evite o contato prolongado com água e sabão;
  • Evite andar descalço em locais que sempre estão úmidos, como vestiários, saunas e lava-pés de piscinas;
  • Não fique com roupas molhadas por muito tempo;
  • Não compartilhe toalhas, roupas, escovas de cabelo e bonés, pois esses objetos podem transmitir doenças;
  • Não use calçados fechados por longos períodos e optar pelos mais largos e ventilados;
  • Evite roupas muito quentes e justas e aquelas feitas em tecidos sintéticos, pois não absorvem o suor, prejudicando a transpiração da pele.

Fontes: Scielo, Sociedade Brasileira de Dermatologia, Tua Saúde.

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