Muitos consideram as pintas na pele um detalhe estético charmoso, inclusive pessoas famosas ficaram marcadas por conta de sua beleza e por ostentarem pintas como a modelo Cindy Crawford e a atriz Marilyn Monroe. Porém, o que muita gente não sabe é que alguns tipos de pintas são mais suscetíveis ao câncer de pele. Por isso, precisam examinadas.

Para entender um pouco mais sobre este assunto, leia este post que traz informações bastante completas a respeito do tema.

O que são as pintas?

Pintas ou nevos são lesões planas ou elevadas, cuja coloração pode variar da cor da pele ao negro. Normalmente são chamadas pelos dermatologistas de nevos melanocíticos, porque melanócitos são as células que produzem melanina, a substância responsável pela coloração da pele. As pintas ou nevos podem ser pequenas, puntiformes ou até gigantes e atingirem grandes áreas do corpo. Elas podem ser pretas, castanhas, redondas, ovaladas, planas, elevadas, pequenas ou grandes. A maioria delas é inofensiva e representa somente um problema estético. Algumas são, inclusive, charmosas e embelezam o corpo. Mas algumas podem virar câncer!

Quais são as causas das pintas na pele?

As pintas na pele podem ser congênitas ou adquiridas. O conceito de que as pintas de nascença são sempre benignas é apenas parcialmente verdadeiro, principalmente no que se refere aos nevos gigantes. Algumas células se alteram ainda durante a vida embrionária e formam as pintas, as quais podem aparecer desde o nascimento ou surgir durante a vida, desencadeadas por algum motivo como exposição ao sol, gravidez e uso de pílulas anticoncepcionais.

Quais são os principais sinais e sintomas das pintas na pele?

Cada pessoa costuma ter em média 30 pintas espalhadas pelo corpo e podem chegar a mais de 100, porém o tipo delas irá depender do tipo de pele e do padrão familiar de cada um. Enquanto os negros geralmente têm menos pintas que os brancos, algumas pessoas claras apresentam sinais até nas áreas cobertas que não recebem sol, como na região glútea, por exemplo. As pintas que não são congênitas começam a aparecer na infância e tendem a aumentar em número até a meia idade. As pessoas que têm mais pintas que outras costumam ter maior predisposição genética e ficam mais expostas ao sol. Especial atenção e cuidado devem ser dados às pintas que surgem sem que existissem antes e se as já existentes começam a sofrer mudanças. Essas pintas podem ser reconhecidas pela aplicação da regra do ABCD: A de assimetria, quando as pintas são irregulares; B de bordas imprecisas e contornos irregulares e mal definidos; C de coloração, em que há várias tonalidades diferentes dentro de uma só pinta e D de diâmetro, em que elas começam a crescer e atingem mais de seis milímetros.

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O diagnóstico é feito pelo dermatologista.

A natureza das pintas pode ser reconhecida pelo dermatologista através do histórico delas, relatado pelo paciente e por simples inspeção local. O dermatologista usa no consultório um aparelho chamado dermatoscópio, o qual permite uma melhor visualização das lesões. É comum que as pintas suspeitas sejam removidas e submetidas a biópsias.

Como é feito o tratamento?

A maioria dos nevos não exige tratamento. Para realizar a remoção são considerados o desejo do paciente, pintas que sofrem constante irritação, em áreas de difícil acompanhamento ou, principalmente, quando há um sinal de alerta detectado pelo dermatologista.

O procedimento realizado é a exérese, uma pequena cirurgia com a retirada completa da pinta. O material deve ser sempre enviado para análise histopatológica.

Como evitar que as pintas na pele se transformem em câncer?

As pintas no corpo devem ser regularmente inspecionadas pela própria pessoa e um médico deve ser consultado caso seja notada alguma alteração nelas, para que as remova precocemente. Um dermatologista poderá inclusive remover antecipadamente as pintas que ele julgue potencialmente cancerígenas, mesmo na ausência de qualquer modificação.

Entenda como as pintas evoluem.

Uma vez estabelecidas, as pintas tendem a ser permanentes e permanecem estáveis durante toda a vida da pessoa. A grande maioria delas é benigna, porém algumas podem se transformar em câncer de pele.

Possíveis complicações:

A principal complicação é a malignização da pinta, ou seja, quando ela se transforma em câncer. Felizmente isso não acontece à maioria delas, mas algumas pintas pretas podem se degenerar em melanomas, que é um dos tipos mais agressivos de câncer, com alta possibilidade de gerar metástases.

Como avaliar se uma pinta pode ser câncer de pele?

Como a maioria dos tumores, o câncer de pele tem chances melhores de cura quando é diagnosticado cedo. E o autoexame de pintas e manchas podem ser grandes aliados para identificar os primeiros sinais dos diferentes tipos da doença – inclusive o câncer de pele mais grave, o melanoma.

Quem tem muitas pintas já deve ter o hábito de frequentar o dermatologista – que não só sabe dizer melhor que pintas devem ser removidas de acordo com seu aspecto como pode requisitar uma biópsia para chegar a um diagnóstico além de qualquer dúvida.

Como proteger as pintas contra o câncer?

O cuidado é a proteção solar adequada.

O uso do protetor solar deve ser diário, além disso, o recomendado é evitar a exposição entre 10 horas da manhã e quatro da tarde. Usar chapéus, bonés e óculos de sol são bons aliados. Na praia ou na piscina, o ideal é se proteger sob barracas feitas de algodão ou lona, pois oferecem uma barreira mais eficaz da radiação ultravioleta.

Outra dica é observar e conhecer o próprio corpo. Isso permite detectar pequenas mudanças em alguns sinais ou pintas. O autodiagnóstico  chamado de ABCDE ajuda a identificar um possível melanoma durante o autoexame em casa.

Veja como fazer o ABCDE:

A de assimetria: divida mentalmente a pinta na metade. Os dois lados dela são iguais? Se eles forem muito diferentes, já é o primeiro sinal de perigo.

B de borda: a chave é a regularidade. Se a pinta não tiver uma borda arredondada, bem delimitada, e se espalhar sem formato definido, também pode ser indício de melanoma.

C de cor: as pintas que tem mais de uma cor ou são muito escuras também podem representar riscos.

D de diâmetro: pintas maiores são associadas com melanoma, mas não deixe de prestar atenção nas pequenas também, porque o câncer pode ser pequeno, menor que o diâmetro de uma caneta, especialmente no começo.

E de evolução: volte nas categorias acima: se a pinta evoluiu, ou seja, mudou de formato, tamanho ou cor nos últimos tempos, é hora de ligar para o dermatologista, nem que seja por desencargo de consciência.

É importante salientar que o autodiagnóstico não substitui o diagnóstico médico.

Consulte um dermatologista!

Fonte: SBD e Derma Club.

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